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Manifesto Universália 

 

Proposta artística que faz-se meta à união filosófica, política e estética na pós-modernidade, da ruptura trágica entre o materialismo secular e o espiritualismo primitivo. Persuadindo uma síntese não antagônica do humanismo logosófico, que busca consumar dentro de si o processo evolutivo de toda a humanidade. Faz postulado axiomático da consciência cosmológica, subatômica, astrofísica, ecológica, quântica, metafísica, a concepção integral do universo, do homem e da natureza, no tempo e no espaço factualmente infinitos, cedendo total liberdade ao que cinge a coadunação das culturas ocidentais e orientais, reunindo em absoluto a inteligência do imponderável e do invisível no real e no fantástico do mundo maniqueísta, extrapolando as fronteiras temperadas e tropicais, em direção às realidades organo-galácticas. Intenciona objetivar uma evolução, haurindo da postura moral e ética, autônoma, íntima de cada indivíduo em sua nação ou etnia, construindo a amorosidade interpenetracionalmente como efeito místico na redenção dos povos, pelo apelo transcendente da paz no mundo, entre todos os seres feitos do pó estelar consciente e da cósmica dança, que soa, que vibra, tenaz no conforto do saber global, nas tramas conflituosas da sagacidade, no reclame pernicioso da vaidade, na auspiciosa cobiça da riqueza e da dominação gananciosa sobre patrimônios e heranças do povo da terra. Convoca tautologicamente a todos que, de alguma maneira, se sentem libertos em sua expressividade ôntica, para emanar em sua resiliência cultural a ação necessária para transformar a tradição em coisa mutante, engajada e responsável, com o compromisso de levar ao mundo o universo, em todas as plurais direções, dimensões, níveis e proporções - o atual, o futuro - ao status de eterno, em plenitude de realização anárquica, na virtude trans-inter-multidisciplinar, que culturalmente se aspire uma arte religiosamente científica, uma religião cientificamente artística e uma ciência artisticamente religiosa. Declara, incomensuravelmente necessário e urgente, a liberdade, para além da ignorância, do egoísmo, da alienação, da marginalidade, da coisificação, do esquecimento da utopia, que move a humanidade rumo à aurora de uma nova era, saindo da obscuridade e obinublação do comportamento reacionário, retrógado, do ceticismo pelo entrave dialético e pensamental, da burocracia como clave dominante no ativismo, pelo mútuo altruísmo, pela germinal autarquia, o impulso da arte revigorante e revolucionária dentro dos setores mais excluídos do serviço intelectual, ao latente esgotamento dos recursos, a emergente sustentabilidade ambiental, ao cordial acordo do coletivo, pelo fim corruptivo e degenerativo de corporações, ao surgir associativo, beneficiando as gerações futuras, não temendo o apocalipse, exclamando, cantando em alto e bom tom: seres universais uni-vos!

 

                                                                                                                                                              Raphael Arcanjo, 11 de setembro de 2010.

RAPHAEL ARCANJO - MÚSICA / NATUREZA / ESPÍRITO

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